Janeiro, sempre é tempo de jabuticabas maduras. Por isso, a fruteira e a geladeira de seu Aníbal sempre andavam abarrotadas dessas frutinhas.
Era uma tarde sem sol e de brisa fresca. Seu Aníbal encheu uma travessa média com as frutinhas maduras, sentou-se no batente da porta da frente e pôs-se a descascá-las meticulosamente.
Quase uma hora depois, todas estavam descascadas. Uma montanha estranha de bolotas esbranquiçadas na travessa.
Então começou a comer uma a uma. Pegava com cuidado cada polpinha, levava delicadamente à boca e a tocava com a língua de leve. Só depois a poupa era saboreada bem de mansinho, bem de mansinho. O primeiro sabor, o mais doce, era o mesmo gosto da boca e do sexo das mulheres que tivera na vida!
Naqueles 82 anos de vida, só uma coisa lhe trazia boas recordações: Jabuticabas maduras!
Era uma tarde sem sol e de brisa fresca. Seu Aníbal encheu uma travessa média com as frutinhas maduras, sentou-se no batente da porta da frente e pôs-se a descascá-las meticulosamente.
Quase uma hora depois, todas estavam descascadas. Uma montanha estranha de bolotas esbranquiçadas na travessa.
Então começou a comer uma a uma. Pegava com cuidado cada polpinha, levava delicadamente à boca e a tocava com a língua de leve. Só depois a poupa era saboreada bem de mansinho, bem de mansinho. O primeiro sabor, o mais doce, era o mesmo gosto da boca e do sexo das mulheres que tivera na vida!
Naqueles 82 anos de vida, só uma coisa lhe trazia boas recordações: Jabuticabas maduras!
Por Vald Ribeiro
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