Sábado, 11 de Julho de 2009

Funk do Sarney

Eu num sei o que é ato secreto

Túnel do Tempo

Imagens que marcaram a infância nos anos 80 e 90. Algumas delas fazem parte da sua história?

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Chega de mamata no senado


Enquanto isso, em um salão nobre do Senado de um país de mamãe Joana...
— Querido, chega de mamata no congresso! Vai que chega alguém e pega a gente no fragla... ou será flagra?
— Deixa! Deixa! Só mais meia hora! A essa hora nem imprensa aparece por aqui!
— Querido, pela ultima vez! Chega de mamata no senando!
—Tá bem! Vamos para um lugar mais seguro.
— Que tal Porto Seguro?
— Porto Seguro não dá, minha mônica levisnsky! Hoje é dia de detonarmos mais uma vez com o Zé Bigode!
— Por favor, mais aqui não!
— Você está muito sensível nessa parte hoje...
—Não é disso que estou falando!
— Então relaxe e goze!
— Quer dizer :Você gozar, né?



Vald Ribeiro

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Sem Cazuza e sem Michael Jackson


07 de agosto de 1990: data inesquecível para Camilo. Não era uma data apenas importante para ele mas para todos os amantes do rock ou quem era, por natureza, sensível à emoções. Uma data amarga: A morte de Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza.

Por isso, Camilo estava triste. Triste porque a exatos dezenove ano um dos seus ícones emocionais morrera : Cazuza! Cazuza cantor, Cazuza Poeta, Cazuza profeta, Cazuza-emoção.

Quando o cantor morrera, Camilo tinha 30 anos. Chegou a chorar escondido. Tinha vergonha — como até hoje— de chorar em público, principalmente em frente à esposa, mulher dura e insensível às emoções ou romantismos.

Tímido e procrastinador pela própria natureza, ele se espelhava na figura quase mítica de artista. Cazuza era um desses ícones. Michel Jacson também. Cazuza oferecia as ferramentas emocionais para que ele, nos momentos de prazer ou de depressão pós briga ou das insensibilidades amorosas da com a mulher, se regenerasse emocionalmente. Não se sentia livre para expressar emoções ou idéias revolucionárias, por isso se escorava na livre expressão do Cazuza. Queria ser um exímio dançarino. Como era uma negação para a dança, admirava Michael Jacson e o tinha como a parte que o completava.

Mas neste 07 de agosto, Camilo se sentia tão down a ponto de tormar analgésico como se esse fosse a panacéia para acabar com a tristeza. Agora estava órfão de ícones. Tudo bem que eram imortais, que a arte de ambos perduraria. Mas sentia como uma criança de cinco anos órfão de pai e de mãe. Hoje, seria pretenso enterro de do rei do pop. Mais uma dor!

Tentava esconder da mulher e da filha o sentimento de pesar que lhe atormentava.

Taciturno, tomou o café. Apenas a filha notou um certo ar de tristeza na fisionomia do pai.

—Pai, você está bem? Parece abatido, doente?
—Por que haveria de estar triste? — Respondeu rancoroso e cabisbaixo.— estou indisposto. Por isso não vou trabalhar.
—Pai , que o senhor tem?
—Preguiça!
—Mas pai...

Saiu da mesa sem dar atenção à filha. Dirigiu-se ao computador, abriu o Google notícias. Nada sobre Cazuza! O mundo só lembrava de Michel .

Pegou o velho disc man, um livro de poesia de Álvares de Azevedo.

Saiu de casa sem dizer nada. Passou em uma floricultura, comprou duas coroas de flores. Se morasse no Rio de Janeiro, iria ao Cemitério São João Batista e à Praia do Arpoador.

Dirigiu-se à Praça da República onde fica o busto do Poeta Álvares de Azevedo. Depositou uma coroa de flores do lado esquerdo do busto em homenagem a Michel Jacson com a frase "Adeus Michel” e do outro lado uma em homenagem a Cazuza. “Cazuza forever”. Posicionou em frente a estátua, abril o livro Lira dos Vinte Anos e pôs-se a declamar:

"Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!
Não levo da existência uma saudade!
E tanta vida que meu peito enchia
Morreu na minha triste mocidade!
Misérrimo! Votei meus pobres dias
À sina doida de um amor sem fruto,
E minh'alma na treva agora dorme ...
"

Por Vald Ribeiro

REFLEXÃO À QUEIMA ROUPA




Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

3

OS DOIS LADOS DA MOEDA DA SuCESSÃO PRESIDENCIAL


Qual o lado da moeda da política brasileira pós 2010?

O cara ou a coroa?






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Domingo, 5 de Julho de 2009

Cantiga de ninar político da oposição

VOEYUR LITERÁRIO

Manoel Bandeira em "Vou-me embora pra Pasárgada"
(declamado por ele mesmo)

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009


Michael Jackson em Parintins



Na arquibancada, Eronal assistia, inerte, o Festival de Parintins.

O brilho, o encanto, a beleza do Boi Garantido no Bumbódromo. As garotas bonitas, o vermelho energizando na passarela. a alegria dos bringantes. Nada animava Eronal. A cabeça estava mesmo era nas lembranças de Michael Jacson. Na morte inesperada. Morte inesperada? Teria realmente Michael Jackson morrido? E se fosse blefe? Coisa de mito? Dizem que Elvis também não morreu. Vive na Argentina. Quem sabe o rei do Pop também esteja vivo. O corpo de um sósia agonizando na cama. Michael sumindo no mundo, envolto em disfarces.


Melhor pensar assim. Michael não faleceu . Nenhuma injeção de Demerol matara Michael .

Michael . Michael . Michael . Michael . o Boi garantido no bumbódromo. O Vermelho, a beleza. Não, não, não havia beleza no desfile do boi. Nem tampouco no mundo. Tudo agora era feio. O mundo agora era feio sem Michael .

A toada ecoando:
“Sou vermelho e sou feliz
Sou vermelho e quero bis
De vermelho vou pintar
O meu país...”


Não. Não poderia ser assim! Agora, a letra da músuca não tinha graça. Melhor seria cantar
“ Sou infeliz...”

O boi desfilando. As toadas. As mulheres.O poço, a galera empolgada.

No meio da multidão, Eronal era o único imóvel. Triste macambúzio. Pegou o binóculo, para tentar encontrar um pouco a beleza do Garantido. Mira na arquibancada. Todo mundo pulando. De repente, seus olhos pararam em uma mulher magra cachecol tapando meia parte do rosto branco-amarelado e do pescoço. A mulher parecia atenta ao desfile. Dançava meio tímida como se estive com fortes dores. Tinha um rosto estranho e de sexualidade indefinida. Boca larga, avermelhada, esticada e exótica. Sobrancelha alta e farto. Era um rosto conhecido. De quem, meu Deus esse rosto? De onde conhecia? — pensava Eronaldo.


Mirou o binóculo na passarela. Uma índia linda fazendo coreografia. Os seios duros também pulando. Outros índias dançando. O desfile passando. O Garantido tomando corpo na passarela.

Volta o binóculo para a arquibancada. Procura a mulher estranha. O rosto estranho esbranquiçado. Não, já não era mais estranha. Era Michael Jackson disfarçado de mulher. Só poderia ser! Quem, em meio a este calor , ousaria usar cachecol? Só poderia ser ele! Sim, ela não morrera! Estava ali, bem do outro lado. Vendo o Boi garantido passar!


O binóculo fixo no pretenso astro disfarçado. Percebeu que havia dois negros fortes um de cada lado de “Michael” . Só poderia ser os seguranças. Sim os seguranças! Também estavam com binóculos. Atrás de “Michael “ outro segurança. Estava também de blazer preto. Percebeu que os “seguranças” confabulavam alguma coisa. Um apontava o dedo em direção a Eronal. Agora os seguranças parecia preocupados. Conversavam entre si, depois com “Michael”.

Depois, calmamente, os seguranças e a mulher, que aos olhos de Eronal eram o mega astro morto na quinta-feira, se levantaram, procuram a escada e se dirigiram à saída. Eronal viu que a mulher caminhava com dificuldade. Por vezes, escorava em um dos homens de blazer preto.

Não pensou duas vezes. Levantou apressadamente e em meio ao povo que pulava, dançava e vibrava ao ritmo do Boi, se dirigiu à saída da arquibancada. Era Michael! Ela esta vivinho da silva e ali em Parintins, assistindo ao Boi Garantido!

Tinha que encontrá-lo no meio da multidão.


Haveria de achá-lo. Abraçá-lo. Louvá-lo! Em seguida, o convidaria para comer um delicioso bodó grelhado em casa.

Por Vald Ribeiro

Videos

Michael Jackson gostava de ser tratado como criança - fantastico

SUPER OBAMA

Obama, o super-heroi
He's Barack Obama

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

VOEYUR LITERÁRIO

POESIA CONCRETA


Adaptação para o audiovisual dos poemas concretos "Cinco" (de José Lino Grunewald, 1964), "Velocidade" (de Ronald Azeredo, 1957), "Cidade" (de Augusto de Campos, 1963), "Pêndulo" (de E.M. de Melo e Castro, 1961/62) e "O Organismo" (de Décio Pignatari, 1960). Direção: Christian Casell

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

BALA PERDIDA



Gustavo, 37 anos, 3 filhos, andava tranquilo pela Rua Humaitá, quase esquina com a Rua Macedo Sobrinho, no Rio de janeiro, quando foi atingido, na testa, por uma bala perdida.

O corpo caído no chão.

Ignorando o perigo e, por solidariedade, populares correram para socorrê-lo. Ficaram assustados quando viram a vítima levantar um pouco nervoso e passando a mão pela testa. Apenas uma pequena marca no lado esquerdo.A bala não havia perfurado!

Gustavo era testa de ferro de um grande político conhecido nacionalmente!

MORAL DA HISTÓRIA: Ser testa de ferro tem duas vantagens: um razoável patrimônio financeiro e se safar de balas perdidas ( se o alvo for a testa é claro!).


Por Vald Ribeiro

O drama de Sarney

Sarney tem razão?
apenas fazendo-se de VÍTIMA?

TRINOLEX

Humor

DANÇA DO VAMPIRO




Sátira de Maurício Ricardo. Charges.com.br

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Adiamento - Fernando Pessoa

Adiamento, Fernando Pessoa. Narrado por Jô Soares.

Extra! Extra!

1ª Vitória: Pão de Açúcar, Carrefour e Wal Mart suspendem compra de carne de desmatamento na Amazônia
Greenpeace
Carrefour, Wal-Mart e Pão de Açúcar suspendem compras de frigoríficos envolvidos no desmatamento da Amazônia...
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Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Nano


Paloma, às vezes eu tenho uma profunda sensação de que você não me ama...

— O seu problema Gildo é sua falta de atenção! Você é desatento demais Gildo! Você deveria ter aprendido com sua Yoga a ser mais observador!
— Sim, e daí? O que isso tem a vê com o seu amor?
— Pois é né? Se você prestasse atenção nas pequenas coisas da vida, no delicado silêncio de uma flor desabrochando... encontraria em mim o amor que tenho por você! Você não sabe ouvir o silêncio, Gildo!


Pausa.

— O problema, Gildo, é a tua falta de atenção! Meu amor por você é nano, Gildo! Se você fosse mais atencioso, Gildo, veria o meu amor, sentiria o meu amor! Gildo, meu amor é nano, Gildo, Nano!

Por Vald Ribeiro

VOEYUR LITERÁRIO

AMAR -
FLORBELA ESPANCA -
Narração Miguel Falabela

FELIZ DIA DOS NAMORADOS!



"Enquanto não superarmos

a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.

Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um."

Fernando Pessoa