O Pasquim - A Subversão do Humor
DIA DA MULHER
Hoje é o dia internacional da mulher. Fico pensando: se não tivesse ocorrido aquela trágica e desumana chacina no dia 8 de março de 1857 em Nova Yorque,onde 130 mulheres morreram queimadas por reivindicar redução da jornada de trabalho (que era de 16 horas), para 10 horas e equiparação salarial ao salário dos homens (ja´que naquela época, as mulheres recebiam 1/3 dos que um homem recebiam), se teríamos essa data a que chamamos hoje de Dia Internacional da Mulher.
Foi preciso que estas mulheres, heroínas anônimas,morressem para que hoje pudessemos refletir sobre o papel da mulher na sociedade.
Que pena que temos que fazer isso!
Bom seria se hoje,a exemplo do dia dos namorados, Natal, Páscoa ou dia das mães, pudessemos comemorar o dia da mulher e APENAS presenteá-las,dar flores, chocolates finíssimos, souvenirs, beijos... mas não! Hoje, na verdade, temos que refletir sobre o papel da mulher na sociedade, fazer uma retrospectiva das conquistas das mulheres ao longo da história da humanidade, ou ainda reivindicar direitos a que lhes são tolhidos, em pleno teceiro milênio!
Bom seria, mesmo se, desde os primórdios da humanidade até a atualidade, tanto homens quanto as mulheres fossem todos considerados como seres humanos iguais.
Mulher, ser diferente ao homem?
Se fosse para diferenciar um gênero do outro, teríamos então que inferiorizar os homens e superiorizar as mulheres, pois elas são realmente o sexo forte! Afinal,qual foi o sexo que no Éden era submissa a seu homem (Adão) e que foi culpada por trazer o pecado ao mundo? Na Grécia antiga estavam alijadas do política, da filosofia e das artes; na Idade Média, foram até queimadas vivas,no incio da Idade Conteporânea, foram também massacradas pela sociedade; satanizadas por algumas religiões; obrigadas a usar cinto de castidade;tiveram, em algumas regiões do Oriente, seus clitóris e até parte da vulva decepadas, para não ter prazer! Cadê? As mulheres se sucumbiram? não! estão aí, firmes e fortes! Até na sexualidade elas são mais forte que os homens!
Vald RIbeiro
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DECLARAÇÃO DE AMOR
Meu amor, escrevo-te estas mal-traçadas linhas para te dizer que te amo.
Te amo tanto , de um amor tão intenso e realista que resolvi me separar de você.
Você sempre me achou “um doce de pessoa”. Sempre me chamou de “meu docinho”,”meu quindim”, “meu brigadeiro”, “meu doce de coco”,”meu chocolate suíço”. Reconheço que sou um doce para você ! Você bem sabe disso.
Como os exames confirmaram que você é diabético , cheguei a uma conclusão de que sou perniciosa para você! Estou me separando de você, por puro amor e preocupação com sua saúde, digo, doença.
Adeus, valeu por tudo!
Por Vald Ribeiro
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CRÔNICAS DO TERCEIRO MILÊNIO
JABUTICABAS MADURAS
Folhetim
Por Vald Ribeiro
Todos os diretos reservados
Janeiro, sempre é tempo de jabuticabas maduras. Por isso, a fruteira e a geladeira de seu Aníbal sempre andavam abarrotadas dessas frutinhas.
Era uma tarde sem sol e de brisa fresca. Seu Aníbal encheu uma travessa média com as frutinhas maduras, sentou-se no batente da porta da frente e pôs-se a descascá-las meticulosamente.
Quase uma hora depois, todas estavam descascadas. Uma montanha estranha de bolotas esbranquiçadas na travessa.
Então começou a comer uma a uma. Pegava com cuidado cada polpinha, levava delicadamente à boca e a tocava com a língua de leve. Só depois a poupa era saboreada bem de mansinho, bem de mansinho. O primeiro sabor, o mais doce, era o mesmo gosto da boca e do sexo das mulheres que tivera na vida!
Naqueles 82 anos de vida, só uma coisa lhe trazia boas recordações: Jabuticabas maduras!
Era uma tarde sem sol e de brisa fresca. Seu Aníbal encheu uma travessa média com as frutinhas maduras, sentou-se no batente da porta da frente e pôs-se a descascá-las meticulosamente.
Quase uma hora depois, todas estavam descascadas. Uma montanha estranha de bolotas esbranquiçadas na travessa.
Então começou a comer uma a uma. Pegava com cuidado cada polpinha, levava delicadamente à boca e a tocava com a língua de leve. Só depois a poupa era saboreada bem de mansinho, bem de mansinho. O primeiro sabor, o mais doce, era o mesmo gosto da boca e do sexo das mulheres que tivera na vida!
Naqueles 82 anos de vida, só uma coisa lhe trazia boas recordações: Jabuticabas maduras!
Por Vald Ribeiro
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